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Não consigo controlar a minha ansiedade, o que posso fazer ?

  • Foto do escritor: Bianca Madureira
    Bianca Madureira
  • 11 de dez. de 2024
  • 2 min de leitura

Atualizado: 16 de jan. de 2025

Mulher esgotada emocionalmente

A ansiedade é uma das condições psicológicas mais comuns em todo o mundo, afetando milhões de pessoas independentemente de idade, gênero ou nacionalidade. Caracterizada por sentimentos de preocupação excessiva, medo e apreensão, ela pode se manifestar de diversas formas, desde sintomas leves até condições debilitantes que comprometem significativamente a qualidade de vida. No entanto, apesar de sua prevalência global, a ansiedade muitas vezes é subdiagnosticada e tratada de forma inadequada, o que intensifica seus impactos na vida das pessoas.


Segundo a  Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que mais de 264 milhões de pessoas no mundo sofrem de transtornos de ansiedade, o que representa cerca de 3,6% da população global, sendo o grupo de transtornos mentais mais comum, à frente da depressão e de outros distúrbios psiquiátricos.


Quando não tratada de maneira adequada, a ansiedade pode levar a complicações sérias. Ela pode aumentar o risco de desenvolvimento de outros transtornos mentais, como a depressão, além de comprometer a saúde física. Entre as consequências mais comuns estão problemas como hipertensão, insônia, distúrbios alimentares, dores crônicas, doenças cardíacas e um sistema imunológico enfraquecido. A ansiedade também pode afetar as relações interpessoais e a vida profissional, uma vez que os sintomas podem diminuir a concentração, a produtividade e a capacidade de tomar decisões.


O que pode ser feito?

A boa notícia é que, embora a ansiedade seja uma condição globalmente prevalente, ela pode ser tratada de maneira eficaz. A psicoterapia, em especial a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), é amplamente reconhecida como uma abordagem eficaz para o tratamento da ansiedade. Além disso, destaco abaixo outras estratégias de enfrentamento, como:


Estratégias de enfrentamento


1.     Autoconhecimento e aceitação: O primeiro passo para lidar com a ansiedade é reconhecer seus sintomas e entender suas causas. A autoconsciência permite que as mulheres identifiquem gatilhos específicos e trabalhem para modificá-los. A aceitação de que todos enfrentam desafios emocionais, sem se cobrar excessivamente, também é crucial.

2.     Exercícios físicos: A atividade física regular libera endorfinas, substâncias que promovem sensações de prazer e bem-estar. Além disso, o exercício ajuda a melhorar a qualidade do sono, reduz o estresse e aumenta a autoestima, fatores importantes no controle da ansiedade.


Mulher pratricando meditação

3.     Técnicas de relaxamento e mindfulness: Práticas como a meditação, a respiração profunda e o mindfulness ajudam a reduzir os níveis de ansiedade ao promoverem o foco no momento presente. Essas técnicas são eficazes para diminuir os pensamentos acelerados e criar um estado de calma.




4.     Cuidados com a alimentação e sono: A alimentação equilibrada e a qualidade do sono também são fatores essenciais no manejo da ansiedade. Evitar cafeína em excesso, ingerir alimentos ricos em nutrientes e garantir uma boa noite de descanso ajudam a regular o sistema nervoso e a manter os níveis de estresse sob controle.

5.     Estabelecer limites e aprender a dizer "não": A sobrecarga de responsabilidades é uma das principais causas de ansiedade nas mulheres. Saber estabelecer limites e delegar tarefas quando necessário pode prevenir o esgotamento emocional e reduzir a pressão.


Em um mundo onde muitos se veem sobrecarregadas, é essencial lembrar que cuidar da saúde mental não é um luxo, mas uma necessidade. A ansiedade pode ser desafiadora, mas com apoio, estratégias de enfrentamento adequadas e, quando necessário, ajuda profissional, é possível superá-la e levar uma vida mais equilibrada e saudável.



 
 
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